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Novas celulas solares tandem de perovskita superam 30% de eficiencia, ate quando flexiveis

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciencias em Ningbo relataram celulas solares tandem totalmente de perovskita com eficiencia certificada de 30,3% em dispositivos rigidos e 28% nos flexiveis, usando um metodo guiado pela quimica para crescer cristais mais limpos.

InovaçãoEquipe Editorial GNGV4 min leitura

As celulas solares de perovskita dispararam nos rankings de eficiencia nos ultimos anos, prometendo energia solar mais barata, leve e ate dobravel. Em 12 de maio de 2026, o Knowridge Science Report descreveu um novo marco do Instituto de Tecnologia e Engenharia de Materiais de Ningbo, parte da Academia Chinesa de Ciencias, publicado na revista Nature Nanotechnology: celulas tandem totalmente de perovskita que cruzaram a marca simbolica de 30%.

A equipe relatou uma eficiencia de conversao certificada de 30,3% em celulas tandem rigidas e 28% nas versoes flexiveis. Conseguiram isso com o que chamam de estrategia de fabricacao guiada pela quimica, baseada na teoria de acidos e bases duros e moles. Adicionando compostos cuidadosamente escolhidos, difluoro(oxalato)borato para a camada de banda larga e tetrafluoroborato para a de banda estreita, sincronizaram a formacao dos cristais de perovskita, reduzindo os minusculos defeitos que normalmente prejudicam o desempenho e a estabilidade. A subcelula de banda larga melhorou de 18,5% para 20,1%, e a de banda estreita de 21,6% para 23,3%.

A durabilidade, ha muito o calcanhar de Aquiles da perovskita, tambem melhorou. As celulas rigidas mantiveram 92% de sua eficiencia apos 1.000 horas de operacao, e as flexiveis conservaram 95% do desempenho apos 10.000 dobras. Essa flexibilidade e o que torna o resultado empolgante: energia solar flexivel e de alta eficiencia poderia ser aplicada em veiculos, mochilas, telhados e superficies curvas onde paineis rigidos nao cabem, ampliando onde se pode gerar energia limpa.

As ressalvas honestas se aplicam. Celulas de laboratorio costumam ser pequenas, e transformar eficiencias recordes em modulos grandes e produzidos em massa que sobrevivam a anos de sol, calor e umidade e um grande desafio de engenharia que ja derrubou perovskitas antes. Testes de campo independentes e a ampliacao da producao serao a prova real. Mesmo assim, uma eficiencia que sobe de forma constante, aliada a melhor estabilidade e flexibilidade, e exatamente a trajetoria de que a energia solar precisa. Se esses avancos se sustentarem fora do laboratorio, podem ajudar a tornar a luz solar abundante e barata uma fatia ainda maior da energia limpa do mundo.

Fontes

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