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Exercício na meia-idade ou na velhice pode reduzir o risco de demência em até 45%

Um estudo liderado pela Universidade de Boston na JAMA Network Open, publicado em janeiro de 2026, constatou que alta atividade física na meia-idade ou na velhice se associou a risco 45% e 41% menor de demência, respectivamente — sugerindo que nunca é tarde para começar a se mexer.

SaúdeEquipe Editorial GNGV4 min leitura

Uma das preocupações mais comuns sobre o envelhecimento é perder a memória — e uma das mensagens de pesquisa mais animadoras é que temos mais controle sobre esse risco do que se acreditava. Um estudo liderado pela Universidade de Boston, publicado na JAMA Network Open em janeiro de 2026, reforça essa ideia, ao constatar que manter-se fisicamente ativo na meia-idade ou mais tarde está associado a risco bem menor de demência.

Os pesquisadores usaram dados de mais de 1.500 participantes do Framingham Heart Study, um projeto de pesquisa histórico de décadas. Eles descobriram que um alto nível de atividade física na meia-idade — cerca de 45 a 64 anos — esteve associado a risco 45% menor de desenvolver demência, enquanto a alta atividade na velhice — cerca de 65 a 88 anos — foi ligada a risco 41% menor. A força da associação em ambas as fases é o cerne da boa notícia.

A lição prática é genuinamente libertadora. "Nunca é tarde para começar", observou o autor principal Phillip Hwang, professor assistente de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da BU, enfatizando que mesmo quem se torna ativo mais tarde na vida parece se beneficiar. Ele acrescentou que "encontrar formas de ser mais ativo e se movimentar é importante, sobretudo se costuma-se passar mais tempo sedentário" — um lembrete de que mudanças pequenas e sustentáveis contam.

Como em toda pesquisa observacional, é preciso alguma cautela. O estudo mostra forte associação, não prova definitiva de que o exercício sozinho previne a demência, e quem é mais ativo pode diferir de outras formas que afetam a saúde cerebral. A atividade física também é um de vários fatores protetores, ao lado de sono, dieta, conexão social e controle da pressão arterial. Ainda assim, o achado reforça uma mensagem esperançosa e acessível: mover o corpo, em quase qualquer idade, é uma das melhores coisas que você pode fazer pelo seu cérebro futuro.

Fontes

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