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Lucas Pinheiro Braathen conquista a primeira medalha olímpica de inverno do Brasil e da América do Sul

Em 14 de fevereiro de 2026, o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen venceu o slalom gigante masculino em Milão-Cortina 2026, superando o campeão Marco Odermatt para conquistar a primeira medalha olímpica de inverno da América do Sul em 102 anos.

EsportesEquipe Editorial GNGV5 min leitura

Em 14 de fevereiro de 2026, no Centro de Esqui de Stelvio, o brasileiro Lucas Pinheiro Braathen gravou seu nome na história olímpica. Ao vencer o slalom gigante masculino, o atleta de 25 anos deu ao Brasil e a toda a América do Sul sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno, encerrando uma espera de 102 anos e 26 edições dos Jogos.

A prova foi emocionante. Braathen fez uma primeira descida fulminante, quase um segundo à frente do pelotão, e depois manteve a calma na segunda para terminar 0,58 segundo à frente do suíço Marco Odermatt, campeão olímpico em título, com Loïc Meillard ficando com o bronze. Seu tempo combinado de 2 minutos e 25 segundos coroou uma sequência de dez resultados consecutivos entre os cinco primeiros antes dos Jogos.

A história de Braathen é de identidade e pertencimento. Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, ele inicialmente competia pela Noruega e conquistou medalhas na Copa do Mundo antes de se afastar do esporte em 2023. Voltou em 2024 para competir pelo Brasil, o país natal de sua mãe, escolhendo honrar essa herança. Essa decisão transformou uma jornada pessoal em um marco nacional.

Para um país sem tradição em esportes de inverno e quase sem neve, o ouro é muito mais do que um resultado no placar. É a prova de que talento e determinação podem florescer em qualquer lugar e de que o mapa de quem pertence ao topo dos esportes de inverno ainda está sendo redesenhado. A vitória de Braathen deve inspirar uma nova geração de jovens brasileiros a sonhar além dos limites que outros possam impor.

Fontes

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